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Benéficos da ILPF

A integração lavoura‑pecuária‑floresta, ou ILPF, desponta como uma das estratégias mais transformadoras da zootecnia moderna, especialmente no Brasil. Um estudo conduzido pela Embrapa Agrossilvipastoril em Sinop (MT) encerrou o primeiro ciclo de 12 anos do maior experimento mundial com ILPF, oferecendo diretrizes técnicas sólidas para uso de árvores em sistemas integrados. Os pesquisadores avaliaram arranjos com eucalipto em diferentes configurações e observaram uma produção de madeira variando entre 87 e 114 m³/ha durante o período, além do efeito bordadura que favorece árvores nas bordas para maior acumulado de biomassa e carbono — mais de 30 kg/árvore/ano no sistema ILPF, em contraste com cerca de 20 kg/árvore/ano na monocultura (EMBRAPA AGROSSILVIPASTORIL, 2024). Em paralelo, outro estudo no estado de São Paulo, conduzido pela APTA e Embrapa Meio Ambiente, analisou a conversão de Mata Atlântica em pastagens e depois em ILPF ou lavoura convencional. Entre as principais conclusões, ...

TILÁPIAS, INFORMAÇÕES BÁSICAS

     

zootecnia, tílapia, aquicultura, piscicultura

    A Tilápia-do-Nilo é um peixe nativo da África, originária do Nilo, rio do Egito, sendo atualmente considerada a espécie mais importante do século XXI, entre os peixes de água doce, uma vez que é produzida em mais de 100 países, com produção comercial anual estimada em mais de 1.300.000 toneladas. Foi introduzido no Brasil desde a década de 1950. Atualmente, é a espécie de peixe mais importante da aqüicultura nacional (BORGES, 2009; SENAR, 2017).

    Segundo Borges, (2009) a rusticidade da tilápia, o seu rápido crescimento e sua carne de ótima qualidade é o que faz a tilápia ser tão produzido aqui no Brasil, chegando a 323 713 965 kg em 2019 de acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM).

ESPÉCIES

    Há 77 espécies de tilápias descritas e distribuídas basicamente nos três gêneros: TilapiaSarotherodon e Oreochromis, sendo que apenas quatro se destacam na aqüicultura mundial, sendo elas: tilápia nilótica ou do Nilo (Oreochromis niloticus),  tilápia de Moçambique (Oreochromis mossambicus), tilápia azul ou tilápia áurea (Oreochromis aureus) e a tilápia de Zanzibar (Oreochromis urolepis hornorum) (OLIVEIRA et al., 2007).

Fonte: CPT [20-?].

    Ainda de acordo com o manual da CPT [20-?] a morfologia de cada espécie é a seguinte

Tilápia do Nilo: possui listras verticais escuras e regulares na nadadeira caudal e na lateral do corpo. Sua coloração é verde-prateada em toda a extensão corporal.

Tilápia azul ou Áurea: possui leves listras escuras verticais na lateral. Sua coloração é azul-acinzentada no corpo e branca no ventre.

Tilápia Moçambique: possui leves listras escuras verticais na lateral. Sua coloração é azul-acinzentada no corpo e branca no ventre.

Tilápia de Zanzibar: os machos maduros podem apresentar a coloração quase negra. Suas nadadeiras dorsais podem apresentar leves tons de vermelho, laranja ou rosa. 

ALIMENTAÇÃO

    As tilápias têm hábitos alimentares que variam do herbívoro (alimenta-se de plantas), fitoplanctófago (alimenta-se de algas), omnívoro (alimenta-se de diferentes tipos de alimento) ao detritívoro (alimenta-se de restos de organismos). Entretanto, a tilápia mais cultivada que é a Oreochromis niloticus possui hábito alimentar fitoplanctófago, ao qual o plâncton contribui com 30% do crescimento das tilápias, o que faz com que o piscicultor tenha um planejamento de adubação para a formação do plâncton, evitando erros de manejo ao renovar em excesso a água do viveiro. Contudo a Oreochromis niloticus aceita muito bem rações comerciais e artesanais (OLIVEIRA et al., 2007; BORGES, 2009).

REPRODUÇÃO

    Se as condições foram ideais, as tilápias podem reproduzirem naturalmente durante todo o ano. As fêmeas podem atingir a maturação sexual entre seus 3 a 4 meses de vida, pesando no mínimo 100 g e colocam em média de 500 a 2.000 ovos por desova (SENAR, 2017).

REFERÊNCIAS

Borges, Adalmyr Morais. Criação de tilápias / Adalmyr Morais Borges. – 2. ed. – Brasília, DF : Emater-DF, 2009. 44 p.

CPT. Tílapias: manual prático de criação. Disponível em: <http://cptstatic.s3.amazonaws.com/pdf/cpt/piscicultura/tilapias-cursos-cpt.pdf>. Acesso em: 24 de agosto de 2021.

IBGE. Pesquisa da Pecuária Municipal. 2019. Disponível em: <https://sidra.ibge.gov.br/pesquisa/ppm/quadros/brasil/2019>. Acesso em: 24 de agosto de 2021.

OLIVEIRA, E. G.; SANTOS, F. J. de S.; PEREIRA, A. M. L.; LIMA, C. B. Produção de tilápia: mercado, espécie, biologia e recria. Teresina: Embrapa Meio-Norte, 2007. 12 p.
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Piscicultura: reprodução, larvicultura e alevinagem de tilápias. / Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. – Brasília: SENAR, 2017. 85 p.

Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Piscicultura: reprodução, larvicultura e alevinagem de tilápias. / Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. – Brasília: SENAR, 2017. 85 p.

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